Descalça ando pela casa
e ao pisar cada taco de madeira já gasta e velha pelo tempo
tão velha quanto eu
o seu ranger quebra o silencio em sintunia com o meu respirar
selussante , ao encobrir cada lágrima que jurei não brotar mais do meu olhar.
Acendo mais um cigarro o engulo mais um trago de vinho
junto da janela
Observo o negro da noite, tão negra quanto o meu sentimento
Esperando uma resposta de mim mesma
mas tal confuso está o meu ser, que apenas o silêncio se faz ouvir.
Noites em branco, sonhos cada vez mais estranhos
cada vez mais confusos, ilusões diárias, vozes vindas não sei de onde
me acompanham durante o dia.
A necessidade de me alimentar não existe
Caminho sem razão de parar por um momento
São lágrimas escondidas que sinto
mas que por alguma razão não se vêm
Meus olhos já não deitam lágrimas
secaram.
Mais um trago de vinho e penso estar a alucinar
mas talvez não...
São teus olhos postos em mim que vejo
é teu suave aroma que sinto...
Quantas mais tormentas terei eu que passar
até este pesadelo ter fim?
Que maldição é esta ?
Porque entendo todos e ninguém me entende?
Quem sou eu?
Me pergunto ...
Apenas posso dizer
Sou como sou
Um ser sonhador até ao fim
pois quando um dia deixar de sonhar
deixarei o mundo dos mortais .
E mesmo assim , será o meu fim?
Es o ser mais espetacular
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