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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Meu ser




Minha alma não é grande nem pequena
é do tamanho que meu corpo suporta
Minha visão não boa nem má
é a que o horizonte me premite ver
Meus pensamentos não são vastos nem curtos
são os que a mente me deixa alcansar
Minha voz não é doce nem amarga
é o son que flui do meu interior
Meu andar não é leve nem pesado
é um misto de compassos
Meu corpo não é alto nem baixo
é somente o que outros olhos veem
Meus sentimentos não são claros nem escuros
são o vento, são as aguas, são os campos
uma mistura de aromas silvestres
Sou como uma brisa que passa suave e meiga
Sou a voz que não fala
Sou a bonasa ou tempestade
Força de uma unica natureza
Sou o olhar que tudo vê e nada diz
Sou a calma que te consola
A mão que te afaga o rosto
quando a tristeza te assola
Meu ser  é tudo o que possas imaginar
apenas  não possas sentir

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Minha luz ..... Minha paz...



Quantas foram as noites
noite de silencio,
silencio e solidao.
Ate tua imagem chegar
Foram noites e dias
dias e noite
sem qualquer razao para suspirar.

De aguas a correr entre fontes
que nem sabia que existia
Pensava sempre que fossem
ilusão ou pura fantasia.

Vales e montanhas a pique
que o medo não tem coragem de subir.
Acordada estive presente
de olhar regalado
desatei a sorrir.

Não eram apenas um sonho
Estava tudo ali bem à minha frente
e medo, esse acabou por fujir.

Subi, subi bem lá no alto
onde o ceu era o limite
A confiança em mim era tamanha
que só no alto queria chegar.
Como pequeno era todo o resto,
por a teu lado estar.
Mas tinha de voltar.

Voltei...
Voltei com uma lagrima no olhar,
com angustia no peito a apertar,
algo faltava para completar a alegria eterna.

A esperança de regressar se torna forte a cada dia.
E sempre a findar cada dia,
é a fonte que meus olhos vislubram 
são as aguas que meu espelho reflete a cada amanhecer
são as montanhas a pique que me dispertam e me chamam ao entardecer.
E a noite chega e junto com ela a agustia aperta, aperta , aperta.

És tu minha cascata, minha fonte de Luz inspiradora que me reclamas.
É a tua voz que ouço e me faz embalar no mundo dos sonhos
Onde a vida é somente alegria e luz.
És tu meu encantado
Em ti sinto paz.

Vela...



De cera palida e suave
de paviu curto aceso
me iluminas a noite solitaria
Onde te coloco, teu fundo é o ceu estrelado
Vela...
a tua chama aquece minha alma
e juntas de mãos dadas
saltão de estrela em estrela
numa dança de encanto até o sonho chegar
Vela...
Apenas tu conheces o meu olhar
e decifras o meu suspirar sem palavras eu ditar
Em resposta crepitas no teu paviu curto
palavras mudas que so eu sei escutar
Não te cales para mim
nem te apagues com o vento
Pois o mesmo ja levou tanto de mim
Vela...
Minha vela de curto paviu
Pois mais que a noite seja escura e o vento forte sopre
em tua companhia nunca sinto frio.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mares Sombrias




Por mares sombrias
onde a alma repousa na corrente
Vagueiam lágrimas perdidas
nas faces desta gente

 Sorrisos temidos
gritos de dor
magoas que trespassam os peitos
que se afogam neste termendo horror

Os dias passaram a noites escuras
as noites a pensamentos sombrios
Vagueiam tristes almas
pelo mundo , ja nem elas causan arrepios

Que tristeza tem a noite
pela sombra sem se notar
pobre alma que se lamenta
nesta noite sem luar



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Voz da Alma.



No teu olhar me perdi
nos teus braços não me encontrei.
Mas cá dentro existes sim
és tudo o que eu sonhei.

Na tua voz sinto a dor
a mesma que me consome.
Não existe saudade maior
que a do amor que não dorme.



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Voz da Alma



Eu...
Sou sombra que te cobre
Sou brisa que te beija
Sou petala que te acaricia
Sou aroma suave da rosa que te deseja

Sou chama de coração distante
Sou agua fria do rio que o mar reclama
Sou vento, tempo vão

Sou anjo, flor perdida
Sou ave negra que o céu abriga
Sou ternura
Sou paixão
Sou a voz da alma da doce solidão




Não sei mais o que diga
nem diga o que faço.
Simplesmente me sinto perdida
aqui neste pequeno espaço.

Me guardo neste canto
canto meu recheado de sonhos.
Fossem eles também teus
meus olhos não seriam tão tristonhos.

Rasgo folhas com letras
elas carregadas de dor.
São simples as mesmas
que falam de amor.

Neste meu canto
recheado de tamanhos sonhos.
Solta-se o meu pranto
nestas noites quentes de outono.

A esperança é tão vã
que se assemelha á chuva escaça
Meu Deus como tempo voa
e esta mágua que não passa.

Não sei mais o que diga
nem tão pouco o que pense
Apenas doi a alma
pelo amor que se sente.





Entre a dor da ausencia
saem palavras escritas em verso
Talvez um dia sejam poemas
que outros ditem neste Universo.

Esta é minha sina
escrita nestas linhas vastas
São sentimentos de vida
e memorias já mais gastas.

Se recordar é viver
vivo triste e desulada
Neste mundo onde me perco
e por ti não sou encontrada.








segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Não...



Não digas que o nosso mundo acaba aqui
que deixas te de sonhar ou ate mesmo de vaguiar pelos céus
Que deixas te tuas asas se quebrarem por uma lança que não te atingiu
Não...
Não penses que a vida teve o fim se o principio é agora
Que mesmo que as portas se tenham fechado
Salta pela janela e vem viver o agora
Não ...
Não digas que não tens coragem
Onde és a força do momento
Bate forte tuas asas rasgas os ceus na força do vento
Não...
Não desistas nem cais no fundo
Nem te consumas no escuro
Ergue te meu guerreiro com braços firme
E armas livres em punho

sábado, 1 de outubro de 2011

Sinto falta


Sinto falta do tempo que me fazia sorrir
Das folhas que se deslucavam no espaço
Do vento que me soltava o cabelo
Das gotas cristalinas que me cobriam o ser
e levavam as malicias dos pensamentos
Sinto falta do tempo que me fazia sentir
Os dias cinza que eram encanto
Dos tons que os ceus obtinham
Das nuvens que se deixavam rasgar pelos raios do sol
Da luz timida do luar escondido 
Sinto falta do tempo que me fazia ser eu 
 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sombra



Sombra
Que vaguei pela noite e pelo dia
Que outrora eras fonte de alegria
Que desejavas a eterna felicidade
Sombra mais que sombria
Nada és se não fantasia
Sombra
Que guardas tantos segredos
Que tuas palavras afastavam os medos
Que mandavam embora fantasmas
Sombra mais que sombria
Nada és se não fantasia
Sombra
Que sonhavas com encanto
Que cantavas aos 7 cantos
Que sorrias
Sombra mais que sombria
Nada és se não fantasia
Sombra
Que de teus olhos cairam perolas
Que rios criaste de lágrimas tuas
Que suspiravas
Que apelavas aos anjos por dias belos
Sombra mais que sombria
Nada és se não uma sombra de fantasia

domingo, 25 de setembro de 2011

mal me quer


mal me quer bem me quer, mal me quer bem me quer,
mal me quer
mal me quer
bem nunca quis
porque pergunto eu
simples
deixei de acreditar

Aves da noite


Largam suas penas por onde passam
Voam em silencio pela noite
Raios de luz um dia as viram
Hoje apenas a sua sombra
Sombras que passam sem rasto deixar
Vozes mudas que falam sem ninguem as ouvir
É o cair da noite
Como se fosse flocos de neve
Suavemente descem e nem se sentem
Seu toque é tão meigo
Sua presença tão discreta
que passa e não deixa rasto
São as aves da noite

domingo, 18 de setembro de 2011

... Sei que arrepia ...



Do meu olhar brotao sentir
a voz de uma alma sombria
Solitaria distante a cada dia
Dos lábios sai o canto
em melodias tristes reflexo que vem de dentro
...Sim sei que arrepia...
Da pele sai aroma doce
que no paladar é veneno fél
Das veias vermelho fora outrora
quando a vida sorria
Negro é a sua cor
Sombria como a noite que cobre a alma
e assim alivia a dor
Da jornada tão dura e vazia.

Quiz...



Não quiz seu teu paraiso
onde os unicornios caminham livres
Não quiz ser teu destino
por impluso ou ser incerto
Não quiz ser teu oxigenio
sendo minha atmosfera sufocante
Somente queria ser a ternura do sentimento
amor da alma e sempre
eterna amante

O que tenho...


Pecados tenho na carne
Desejos tenhos nos olhos
Amor dentro do peito
Dor trago na alma
Frieza carrego no sangue
Tristeza no pensamento
Amar tenho por quem não ama
Suspiros por quem não sente
Alegrias estão escondidas
das faces de muita gente

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ate onde...


Onde posso chegar , onde podem as nuvens me levar

Até onde posso eu ir ?

Onde me poderá levar o vento sem bater asas e apenas sonhar

Onde poderam meus sonhos me levar

Até onde poderei eu ir ?

Onde podem as mares que rasgam os mares ir

Onde posso eu as seguir?

Por onde poderei eu seguir?

domingo, 4 de setembro de 2011

Tatuado

Este é o meu rosto tatuado com a cor das aves

que batem asas ao teu encontro

Que rasgam os ceus longiquos

e navegam pelos oceanos distantes

São os cantos belicos das sereias

que encantam os navegantes

Assim meu rosto tatuado

se encanta no teu olhar

Onde meus labios de vermelho sangue

acariciam os teus

Breves são os sussurros

Deliros somente meus

Em sonhos sempre teus


terça-feira, 30 de agosto de 2011

A capa


A capa que me cobre não cobre meu coração
que cala as palavras que ferem a razão
Da loucura fiz as rendas em sombras de sonhos perdidos
carregados de incertezas e ilusões em meros sentidos
O escuro da noite me cobre como o mar beija a areia fina
a ternura o encanto como se fosse uma bela sereia
Fosse delirus ou desvaneios da mente os desejos crueis
são tempestades , espinhos curtantes , laminas afiadas
que me causam dor , são palavras vãs sem sentido
A capa que me cobre não cobre meu coração
que se afoga em lágrimas de seco sangue
sem qualquer tipo de consulação.

Do meu silencio


Do meu silencio que cavalga noite fora sem  ruido que se prese e a voz que se cala
ao fundo do ecu se sente uma brisa quente
Soupro que vem das entranhas sem som atravessa vales e montanhas
e apenas o silencio se sente
Sim o silencio se sente
Pela noite fria , pelo escuro da solidao, pela alma sombria
Que corre pelas aguas e se afunda no chão
Quisera ser flor, ave , borboleta qualquer bixo da terra
Afinal não passa de uma brisa que passa como flecha ou seta
Do meu silencio soltam se as palavras 
Os gritos que ninguem ouve
As maguas passadas nas sombras a monte
Que cavalgue o silencio e chegue a ouvidos mudos
Quem sabe são apreciados todos os meus sussuros

domingo, 28 de agosto de 2011


Na cascata do rio que corre pró mar
lavo meu corpo liberto do mal
enegrecido pelas sombras do vale
onde batalhas feroses derrubaram guerreiros e curtaram sobreiros
Na cascata do rio que corre pró mar
lavo a alma que em mim habita
triste e sombria assim é a desdita
Na cascata do rio que corre pró mar
reflecte um rosto sereno
cansado de tanta luta neste vale puro de tamanho alento
Na cascata do rio que corre pró mar
lavo as mãos carregadas de sangue
foram lágrimas de vidas cruzadas
pelas furias do vale adiante.